quinta-feira, 19 de julho de 2012

Eguinha Pocotó e seus maridos.

Esses dias ao me deparar com mais uma notícia sobre a Gretchen fiquei  pensando o porquê da preferência da imprensa pela vida desta atriz/dançarina? Poi afinal de contas, por que ninguém mais fala de outras ex beldades apagadas, tipo a Tiazinha ou mesmo a Feiticeira? Pensei, pensei e conclusão alguma eu cheguei.  Mas por outro lado, sem razão aparente,  fez me descobrir o destino de um dos maiores hits do funk do fim dos anos 2000: Eguinha Pocotó.

Após a fama, e depois de muita reflexão, a pequena Égua chegou a conclusão de que não valia mais a pena seguir com o Jumento e o Cavalinho e os deixou. Assim, mesmo com os dois desesperados, suplicantes por uma segunda chance, a Eguinha foi categórica, bateu a patinha no chão com empáfia e sentenciou o fim da relação dos três com um seco e frio "Acabou".

A eguinha funkera merecia coisa melhor. Estava cansada de pangarés. Não adiantou o Jumento prometer que largaria o trabalho rural ou o cavalinho prometer que largaria o circo. Eles simplesmente não faziam mais a cabeça dela e menos ainda o coração.  O Jumento e o Cavalinho entraram em depressão, tornaram-se assíduos em bares e custaram a aceitar a separação.

A srta. Pocotó, por outro lado, tão logo mudou seu status de relacionamento para solteira em suas redes sociais, começou a ser cortejada insistentemente por vários pretendentes. Mas antes de escolher qual o felizardo que juntaria as ferraduras com ela, como boa periguete que era, resolveu pegar geral - e pegou.  

Assim, por sua baia passaram  tipos como o Cavalo de Troia (a quem, entre gritinhos histéricos e pulinhos, chamava de "meu Deus Grego"), mas também o SeabiscuitMaximusBurro (amigo do Sherek, este affair inclusive rendeu um barraco num shooping da capital, quando ela se encontrou com o Dragão da mulher dele), Pégasus (que ela mais tarde despachou por ser muito aéreo), Tornado e etc...  

Porém, foram apenas dois dos inúmeros pretendentes que realmente caíram nas graças da musa do funk: Cavalo de Fogo e o famoso Corceu Negro. Nestes dois casos, não teve jeito, sucumbiu apaixonadamente ao assédio dos dois garanhões. 

Mas uma dúvida cruel começou a palpitar no coraçãozinho da pusilâmine equina, pois com qual deles ela deveria ficar? Afinal de contas, os Cavalões tinham um orgulho maior que do seus antigos companheiros. Não aceitariam uma relação a três. Então, por não saber com qual deles prosseguir, resolveu por um tempo sair com os dois, sem que nenhum soubesse do outro. A ideia era que apenas algumas poucas saídas bastariam para ela se decidir. Só que essas poucas saídas viraram muitas, depois se transformaram em passeios, jantares, cinema, viagens para serra, viagens para praia, isso sem que nenhum dos dois jamais desconfiasse de nada.

Até hoje não sabem. 

Já o Jumento e o Cavalinho,  pararam de beber e começaram a participar das reuniões do  CADA "Cavalos que amam demais", embora tenham alcançado sucessos significativos, ainda não conseguiram alterar o seus status "em relacionamento sério".

E a Eguinha? Pocotó, pocotó, pocotó. 

domingo, 24 de junho de 2012

Eleições nos EUA


Sempre que alguma eleição se avizinha e principalmente logo que termina, sempre surge um analista para explicar o significado da eleição deste ou daquele candidato com a expressão " o recado das urnas". É uma boa expressão. Seja porque com poucas palavras expressa muito, seja porque soa bem. Em resumo, "o recado das urnas" expressaria o que os eleitores querem do governo e também aquilo que não querem. Isso frequentemente assume vários significados. A eleição de Obama em 2008 é um bom exemplo disso.

O significado mais evidente da eleição de Obama foi uma vitória contra o racismo.  Os menos evidentes, mas não menos importantes, foram uma vitória contra a xenofobia (Obama é filho de um queniano e chegou a ser "acusado" de nem ter nascido nos EUA), uma vitória contra os obscurantistas que defendem o ensino do Criacionismo, uma vitória contra a total desregulamentação da economia promovida pelos anos Bush. Enfim, a vitória de Obama significou diversas coisas, até mesmo, parece, a derrota do Partido Republicano (peço licença para a piadinha, por mais sem graça que possa ser).

Bem, de todos os significados que possa ter assumido a eleição de Obama, o que mais me chamou atenção, foi aquele que expressava um certo pedido de desculpas ao resto do mundo pelos Estados Unidos terem eleito e reeleito Bush.

Quando Mitt Romney despontou nas primeiras pesquisas a frente de Obama, pareceu que os "irmãos do norte" estavam dispostos a revogar o pedido de perdão ao mundo, estavam arrependidos de terem reconhecido que erraram. Esse pode ser o recado que as urnas talvez expressem em Novembro. Mas felizmente não deve ser. A última pesquisa coloca Obama bem a frente. 

O Romney em si nem é tão ruim, para um republicano. Assim como o Obama em si nem é tão bom (cade o fim do embargo a Cuba?). Claro, parte da esquerda acredita que tanto faz um como outro. Não percebo dessa maneira. Depois de Bush, democratas e republicanos se distanciaram alguns palmos no espectro ideológico, ao menos é o  que parece. Há quem diga, que na verdade os dois partidos são quatro, se considerar as polarizações de cada partido. Romney claramente não é extremista como Bush, Sarah Palin ou Santorum. Mas é republicano, e isso o coloca, mesmo que ele não queira, como o contrário a tudo o que a vitória do Obama significou, inclusive o pedido de desculpas ao resto do mundo.